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CAU/RS promove roda de conversa sobre território, direitos e arquitetura

Encontro reuniu arquitetas e urbanistas que atuam e pesquisam o tema e destacou práticas comprometidas com os povos originários.

O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio Grande do Sul (CAU/RS) realizou, no dia 24 de abril, a roda de conversa Território, Direitos e Arquitetura caminhos para uma prática comprometida com os povos originários. A atividade integrou a programação do Abril Indígena e reuniu profissionais, estudantes e público interessado na Casa de Cultura Mário Quintana, em Porto Alegre.

O encontro propôs um espaço de escuta, troca e reflexão sobre o papel da Arquitetura e Urbanismo na relação com os territórios indígenas, a partir das contribuições de arquitetas e urbanistas que atuam e pesquisam o tema.

A realização ocorre em um momento simbólico. O ano marca os 400 anos do início da urbanização missioneira no território que hoje corresponde ao Rio Grande do Sul, reforçando a importância de refletir sobre os processos históricos e suas relações com o presente.

Reflexões sobre patrimônio e território

A arquiteta e urbanista Ana Luisa Seixas apresentou reflexões sobre o campo do patrimônio cultural, destacando que o patrimônio é constituído a partir de escolhas e valores, que influenciam diretamente as práticas de preservação e planejamento

A apresentação também abordou o reconhecimento da Tava, no sítio de São Miguel das Missões, como lugar de referência para os povos Guarani. Esse reconhecimento traz implicações para as formas de compreender, preservar e intervir nesses territórios, considerando a relação entre memória, pertencimento e uso.

Retomadas e práticas no território

A arquiteta e urbanista Juliana Lang Pádua trouxe experiências relacionadas às retomadas do povo Guarani no Rio Grande do Sul, destacando que esses processos estão vinculados ao retorno aos territórios ancestrais e à continuidade de práticas culturais.

As retomadas envolvem dimensões que vão além da ocupação física do espaço, articulando aspectos culturais, sociais e territoriais. Conforme apresentado, tratam se de movimentos associados à circulação e à relação histórica com o território .

Entre os exemplos apresentados está a Tekoá Pará Rokê, no município de Rio Grande, onde ações de Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social vêm sendo desenvolvidas com foco na melhoria das condições de moradia, na qualificação de espaços coletivos e no fortalecimento das práticas comunitárias

Arquitetura e compromisso com a realidade

O encontro reforçou a importância de práticas profissionais comprometidas com as realidades dos territórios e com a atuação junto aos povos originários.

Ao promover a atividade, o CAU/RS reafirma seu papel como autarquia federal que regula e fiscaliza o exercício profissional, além de fomentar debates que contribuem para a qualificação da Arquitetura e Urbanismo.

A discussão proposta pela atividade amplia o entendimento sobre o papel social da arquitetura e aponta para a necessidade de atuação responsável, atenta às especificidades dos territórios e das populações.

MAIS SOBRE: Indigena Missões

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