Em 2025, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio Grande do Sul consolidou uma atuação institucional ampla e contínua por meio de suas comissões permanentes e especiais. O balanço das ações foi apresentado durante a 176ª Reunião Plenária Ordinária do CAU/RS, realizada na sexta-feira, 30 de janeiro de 2026, quando foram compartilhados os resultados alcançados nas áreas de ética e disciplina, ensino e formação, exercício profissional e patrimônio cultural. Ao longo do ano, foram realizadas 117 reuniões e emitidas 484 deliberações, evidenciando o volume e a diversidade das atividades desenvolvidas pelo Conselho.
Além do trabalho deliberativo, as comissões conduziram processos, projetos estratégicos, eventos formativos, publicações técnicas e ações judiciais, fortalecendo a qualificação da Arquitetura e Urbanismo no estado. As iniciativas também ampliaram a presença institucional do Conselho em debates regionais, nacionais e internacionais, com foco na valorização profissional, na proteção do interesse público e na promoção de políticas urbanas e patrimoniais.
Comissão de Ética e Disciplina (CED)
A Comissão de Ética e Disciplina manteve, em 2025, uma atuação intensa na análise e condução de processos ético-disciplinares. Foram realizadas 38 reuniões e emitidas 168 deliberações, envolvendo admissões, inadmissões, julgamentos e assuntos técnicos. No período, ingressaram 95 denúncias, além de processos e denuncias ainda em andamento, distribuídos entre fases de admissibilidade, instrução, julgamento e recursos. A CED também realizou audiências de instrução e conciliação, participou de treinamentos técnicos regionais e nacionais e promoveu atividades formativas, contribuindo para o aperfeiçoamento dos procedimentos e para a difusão da ética profissional.
Comissão de Ensino e Formação (CEF)
Em 2025, a Comissão de Ensino e Formação concentrou esforços na defesa da qualidade da formação em Arquitetura e Urbanismo. Foram realizadas 30 reuniões ordinárias e aprovadas 100 deliberações, além da análise de 864 registros profissionais, anotações de título, certidões e processos administrativos relacionados ao ensino. A comissão retomou as atividades do Grupo Executivo de Qualidade de Ensino, promoveu reuniões com coordenadores de cursos, emitiu posicionamentos técnicos sobre diretrizes curriculares e ensino a distância e participou de eventos nacionais e internacionais. As ações reforçaram o diálogo com as instituições de ensino e a atuação do CAU/RS na qualificação da formação profissional.
Comissão de Exercício Profissional (CEP)
A Comissão de Exercício Profissional realizou 28 reuniões ordinárias e emitiu 193 deliberações em 2025, com o julgamento de 129 processos relacionados ao exercício da Arquitetura e Urbanismo. A comissão atuou na orientação técnica aos profissionais, na análise de atribuições, na divulgação de notas técnicas e na produção de conteúdos informativos. Também promoveu e participou de eventos, palestras e fóruns especializados, incluindo ações voltadas à Arquitetura de Interiores, inspeção predial e valorização profissional, contribuindo para a segurança jurídica e o esclarecimento da sociedade sobre o papel da profissão.
Comissão Especial de Patrimônio Cultural (CPC)
A Comissão Especial de Patrimônio Cultural desenvolveu, em 2025, ações voltadas à preservação, valorização e difusão do patrimônio cultural edificado. Foram realizadas 21 reuniões, sendo 20 ordinárias e uma extraordinária, com a emissão de 23 deliberações. A comissão publicou editais nas áreas de educação patrimonial e produção cultural, atuou em processos judiciais relacionados à proteção de bens históricos, promoveu caminhadas patrimoniais em diferentes municípios e contribuiu para eventos institucionais. Também participou de publicações, entrevistas e debates públicos, ampliando o alcance das discussões sobre memória, patrimônio e políticas públicas no Rio Grande do Sul.
O trabalho desenvolvido pelas comissões ao longo de 2025 evidencia o papel estratégico do CAU/RS na valorização da Arquitetura e Urbanismo no Rio Grande do Sul. A atuação técnica e colegiada ampliou o reconhecimento da profissão, qualificou o exercício profissional, fortaleceu o diálogo com instituições de ensino, poder público e sociedade e consolidou o Conselho como espaço de construção de referências, orientações e políticas que impactam diretamente a prática profissional e o interesse público.

Uma resposta
É inadmissível observar o CAU/RS celebrar o volume de 117 reuniões e centenas de deliberações enquanto o profissional de campo se sente completamente órfão de suporte prático. Recebo uma média de cinco e-mails diários do Conselho, mas a realidade é que, de cada cinquenta, apenas um traz algo que realmente impacta o meu exercício profissional; o restante é ruído burocrático. Precisamos discutir pautas reais: cadê o olhar para o MEP (Micro Empreendedor Profissional), que representa a base da nossa categoria? Onde está a força-tarefa para padronizar os modelos de protocolos nos municípios, que hoje são um caos de desorganização? Sentimos falta dos cursos de capacitação que existiam em anos anteriores e de parcerias com empresas de software que geravam descontos reais na aquisição de ferramentas de trabalho. A comparação com outros conselhos chega a ser vergonhosa: enquanto o CREA viabiliza até linhas de empréstimo para seus profissionais, o CAU consome tempo e recursos debatendo pautas como o feminicídio — um tema de política pública importantíssimo, mas que deve ser resolvido pelas esferas competentes, e não por um conselho de classe que deveria estar focado em quem paga anuidade, impostos e taxas de RRT. Minha indignação é com o descaso de uma estrutura que prioriza a política externa e o formalismo em vez de investir no desenvolvimento e na proteção econômica dos arquitetos que realmente mantêm o Conselho funcionando.